Bandeira Protestante
O capitalismo e a prosperidade protestante no mundo desenvolvido
Última atualização em 4/12/2017
Origem do capitalismo protestante Com a consolidação da Reforma Cristã, por volta do século XVI e XVII, os principais países protestantes basearam-se na ética bíblica para desenvolver um sistema social contrário à servidão do Feudalismo praticado durante a Idade Média. Nascia assim, em berço protestante, o que passou a ser chamado de sistema capitalista. O objetivo inicial era criar regras comerciais e produtivas que combatessem o escravismo e recompensassem as pessoas da forma mais justa e mais transparente possível. O resultado foi um forte crescimento econômico e industrial nos países que adotaram o "novo sistema" de trabalho e de negócios. Obs: o termo capitalismo é relativamente novo, mas o sistema em si (sua essência) já era utilizado pelo povo Israelita desde a época do profeta Moisés.

Após o período feudal, da Idade Média, a conversão de produtos, serviços, mão de obra, tempo, imóveis etc., em valores monetários (dinheiro, "capital"), foi restabelecida pelos protestantes ingleses visando obter exatidão e velocidade nas relações comerciais, trabalhistas e produtivas. Foi com esta mentalidade, inspirada na justiça e no rigor do velho testamento bíblico, que os protestantes desenvolveram o capitalismo moderno. A ideia era viabilizar o justo relacionamento - da forma mais exata e mais rápida possível - entre todas as classes sociais. No entanto, por ser obra dos povos protestantes, o sistema capitalista foi duramente combatido pelos inimigos da Reforma. Durante muito tempo, os anticristãos (adeptos do comunismo Marxista) e os socialistas em geral, fizeram todo tipo de crítica para tentar escandalizar o sistema e os povos protestantes. Hoje, alguns esquerdistas ainda tentam iludir o povo associando a palavra capitalismo à ganância, exploração, roubalheira etc... A má fé, de algumas destas pessoas, não tem limite.

A partir do século XVIII, vários países que não praticavam a ética e a religião protestante, também aderiram ao uso massificado do capital (dinheiro) nas relações econômicas em geral. Estes povos, de cultura mais ou menos pagã, como o Brasil, praticam o que eu chamo de Capitalismo Pagão. Este sim, é um capitalismo selvagem.

Ao contrário dos povos tradicionalmente protestantes, os povos mais ou menos pagãos usam o poder do dinheiro para explorar o próximo e lhes fazer injustiças. Podemos constatar essa realidade fazendo comparações entre países protestantes e países pagãos (países tidos como "laicos", porém adeptos de sincretismos diversos). Se compararmos os juros, os salários, a renda per capita e a miséria, entre países protestantes e países mais ou menos pagãos, constataremos facilmente essa realidade. Na verdade, o Capitalismo, em si, não produz o bem nem o mal. Quem produz o bem ou o mal é a pessoa que o usa. E, em geral, as pessoas são fruto da educação religiosa que recebem. Uma religião sensata, rígida e decente, produzirá povos e governos justos e éticos. Uma religião desleixada, inconsistente e vulgar (contaminada com paganismo, por exemplo), produzirá povos e governos instáveis e levianos.

Para que o Capitalismo brasileiro deixe de ser pagão e se torne um instrumente de justiça, de distribuição de renda e de estímulo à prosperidade, é necessário que o povo brasileiro pratique os princípios cristãos e a ética protestante. As igrejas evangélicas precisam conhecer melhor esse assunto e concentrar um pouco mais de esforços no esclarecimento dessa questão.

Com relação ao aspecto estritamente religioso, de fato, a abstenção das riquezas "mundanas" (pagãs, injustas) é uma precondição para que as pessoas alcancem uma conversão verdadeira. No entanto, uma vez convertido (uma vez súdito do Reino de Deus), toda riqueza alcançada é uma benção divina e deve ser respeitada. É verdade que alguns homens de Deus (profetas antigos com missões específicas) precisaram viver na pobreza dada a peculiaridade da missão que tinham a cumprir. Mas, em nenhum momento, Deus demonstrou que queria que seus súditos vivessem na pobreza. É um grave equívoco pensar que Deus nos quer na pobreza ou na miséria, seja ela socialista ou seja capitalista. Se conseguirmos eliminar a parte pagã da cultura e da religião brasileira, seremos automaticamente mais felizes e mais prósperos.
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Valvim Dutra - Autor do Livro Renasce Brasil


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